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Stock Car: Pizzonia sobe no PR

11 Setembro 2017, 12:00 am
Publicado em Últimas Notícias
Ler 134 vezes Última modificação em Terça, 12 Setembro 2017 11:39

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Sob sol escaldante e temperatura ambiente por volta dos 35 graus, o paulista Thiago Camilo (Ipiranga/A. Mattheis) e o paranaense Ricardo Zonta (Shell) dividiram as vitórias na rodada dupla da oitava etapa da Stock Car, disputada diante do ótimo público que desafiou o calorão e compareceu neste domingo ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina. Vice-líder do campeonato, Camilo reduziu a desvantagem em relação a Daniel Serra (RC) num dia em que o amazonense Antonio Pizzonia, num dos seus melhores finais de semana na temporada, ganhou três posições na classificação ao conquistar um 10º e um 4º lugares. Ao final da segunda bateria, o piloto da Equipe Prati-Donaduzzi protestou Rubens Barrichello (Full Time) por conduta antidesportiva, acusando-o de ultrapassá-lo depois de tocar na traseira de seu carro quase no fechamento da penúltima volta. O resultado ficaria subjudice até a decisão dos comissários desportivos.
As provas tiveram transcurso distinto. Enquanto Camilo dominou com facilidade a primeira depois de largar na pole, deixando como emoção apenas a briga pelo segundo lugar finalmente arrebatada por Serra, a segunda apresentou a alternância de Pizzonia, Marcos Gomes (Cimed) e Zonta na ponta. Camilo e Serra ficaram na largada, envolvidos em acidente que vitimou ainda Ricardo Maurício (RC) e Márcio Campos (Blau). Pizzonia, no entanto, não pôde usufruir totalmente do direito de sair na frente do grid de 30 carros graças ao sistema de grid invertido. “Fiquei sem a carga do botão de ultrapassagem muito cedo, porque precisava abrir distância antes da janela de reabastecimento. Com isso, não deu para segurar os pilotos que vinham logo atrás e tinham mais push. Mesmo assim, o balanço da etapa foi positivo. Acho que nossa estratégia de priorizar a primeira corrida para aproveitar uma posição melhor de largada na segunda custou um pouco do uso do push, mas não havia muito o que fazer. E, no final, consegui somar mais 25 pontos, um número bastante expressivo, e subir um pouco na classificação”.
Pizzonia disse que sentiu uma escapada estranha na curva que antecede a reta dos boxes no momento em que foi superado por Barrichello. “Fiz aquela curva um monte de vezes sem qualquer problema. Mas naquele instante dei uma atravessada por causa do toque”, contou, sem esconder a decepção pela perda do segundo pódio do ano – fez um segundo lugar na etapa de Santa Cruz do Sul. “Mas o importante é que continuamos com aquela ascensão demonstrada na etapa anterior no Velo Cittá”, completou, agora o 15º na briga dos pilotos com 83 pontos.
Se Pizzonia tinha o que comemorar, o companheiro de equipe, o paranaense Julio Campos, ainda lamentava o alto preço pago pelo 23º lugar na sessão classificatória da véspera. “Dei azar de cair no grupo mais lento quando eu tinha carro para ficar entre os cinco mais rápidos. Adotamos uma estratégia acertada de sair com os piores pneus e tentar algo melhor na segunda prova, mas um pneu furou e atrapalhou nossos planos. Na segunda corrida, larguei bem, fiz as ultrapassagens possíveis, mas um carro passou pela grama e me acertou. Foi uma pena, porque a tática era a acertada e eu tinha ritmo para chegar entre os três primeiros. Foi um fim de semana para esquecer”, analisou. Depois de tantos incidentes, o diretor-técnico da Prati-Donaduzzi, Rodolpho Mattheis, determinou o recolhimento aos boxes para economizar pneus para as próximas etapas. Campos conservou o 11º lugar com 96 pontos.
O calendário voltará a ser movimentado dia 1º de outubro, em Buenos Aires, que volta à Stock Car depois de 10 anos.
 
A classificação do campeonato está assim:
1 – Daniel Serra, 235 pontos
2 – Thiago Camilo, 222
3 – Átila Abreu, 190
4 – Felipe Fraga, 174
5 – Cacá Bueno, 166
6 – Rubens Barrichello, 164
7 – Max Wilson, 156
8 – Marcos Gomes, 143
9 – Ricardo Maurício, 139
10 – Gabriel Casagrande, 123
11 – Julio Campos, 96
15 – Antonio Pizzonia, 83