Segunda, 11 Mai 2020 15:08

Epilepsia: Conheça os diferentes tipos de crise

Epilepsia_drauzio.jpg

Veja como são classificados os principais tipos de crise e como elas se manifestam. Foto: Divulgação. 

A epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada pela recorrência de crises epilépticas que podem se manifestar de formas diferentes dependendo do paciente. A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou em 2019 que cerca de 50 milhões de pessoas têm epilepsia, o que a torna uma das doenças neurológicas mais comuns em todo mundo. Vale destacar que um único episódio de crise convulsiva não caracteriza epilepsia. Para diagnosticar a doença, é necessário que o paciente tenha pelo menos dois episódios com um intervalo mínimo de 24 horas entre eles.  

Essas crises são manifestações clínicas de uma disfunção temporária de um conjunto de neurônios – células que compõem o cérebro – interrompendo temporariamente a função habitual do órgão que acaba produzindo manifestações involuntárias tanto no comportamento, no controle muscular, na consciência e/ou na sensibilidade do indivíduo. Conheça os principais tipos de crises epilépticas: 

Crises focais  

Crises focais são aquelas que atingem apenas uma área do cérebro. Também podem ser chamadas de crises parciais e existem dois tipos principais:  

  • Simples: Quando não há perda de consciência. Esse tipo de crise pode provocar alterações no cheiro, sabor ou som, movimentos involuntários em determinadas partes do corpo e sintomas sensoriais, como tontura e formigamento;  
  • Complexas: Quando há alguma mudança ou perda de consciência. Esse tipo de crise pode provocar movimentos repetitivos, como esfregar as mãos sem parar, e o paciente pode não conseguir responder ao ambiente a sua volta.  

Crises generalizadas  

Crises generalizadas são aquelas que atingem os dois lados do cérebro, de maneira generalizada, como o próprio nome diz. Existem alguns tipos de crise generalizada: 

  • Crise de ausência: É como se a pessoa sumisse do ambiente. Ela fica olhando “para o nada”, aérea e pode fazer movimentos sutis, como um piscar de olhos. Geralmente, atinge crianças; 
  • Crises mioclônicas: Se caracterizam por movimentos bruscos, como empurrões repentinos ou espasmos nos braços e pernas;  
  • Crises atônicas: Esse tipo de crise provoca a perda de controle muscular, podendo levar à quedas repentinas; 
  • Crises tônicas: Causa rigidez muscular e geralmente afetam os músculos dos braços, pernas e costas. Também podem ocasionar quedas; 
  • Crises clônicas: São responsáveis por causar movimentos rítmicos ou repetitivos. Em geral, atingem áreas como rosto, braços e pescoço; 
  • Crises tônico-clônicas: Nesse tipo, há perda de consciência, rigidez e tremor pelo corpo e, em alguns casos, perda do controle da bexiga e da língua. É o tipo de crise mais conhecido, quando o paciente fica se debatendo. É também um dos tipos mais frequente, junto com a crise de ausência.  

O que fazer durante uma crise? 

Durante um episódio de crise epiléptica em que a pessoa está se debatendo, é preciso esvaziar a área ao redor dela, tirando de perto objetos que possam machucá-la ou nos quais ela possa esbarrar; deitá-la de lado e proteger sua cabeça, colocando algo macio embaixo, como uma almofada; afrouxar suas roupas para ajudá-la a respirar melhor e não colocar nada em sua boca, nem tentar segurar sua língua. Normalmente, a crise passa rapidamente. Se durar mais que 5 minutos, acione o socorro.

 

*Material produzido em parceria da Prati-Donaduzzi com o site Drauzio Varella.

Ler 920 vezes